Artigo - EQUILÍBRIO EMOCIONAL, MEDITAÇÃO, SOCIEDADE,

Meditar não é pra mim

Quem pode se beneficiar da prática de meditação?

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vipassana detentos

Quando vamos a um centro de Dharma ou grupo independente de meditação, em busca de instruções sobre como meditar pela primeira vez, é possível que não nos sintamos à vontade.

Pode ser que aquele ambiente, sereno e ponderado, com todos quietos, sentados no chão, nos incomode. Pensamos, “Imagina! Agitado como eu sou? Isso aqui não é pra mim”. Podemos ficar desconfortáveis com os traços culturais exóticos, ou simplesmente nos sentirmos céticos. Afinal, “de que adianta ficar lá sentado, sem fazer nada?”

Independente das diversas desculpas que inventamos para acreditar que a meditação não foi feita para nós, o fato é que, se dermos uma chance, veremos que ela se trata de uma prática totalmente inclusiva.

Em abril deste ano, foi organizado um retiro de 10 dias de prática de Vipassana para detentos do Complexo Penitenciário de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.

O projeto, pioneiro no Brasil, faz parte de uma série de iniciativas que focam na reabilitação dos detentos e nasceu após o diretor do complexo, Rodrigo Gaiga, ter participado de um curso de Vipassana. Segundo ele, “No momento em que eu fui pra meditação, eu tive a sensação daquilo que a meditação nos traz efetivamente… Eu tinha que trazer pra cá, pra começar a trabalhar com essas pessoas e quebrar os paradigmas.”

O retiro foi registrado em forma de mini documentário e mostra não só os bastidores da organização, como, principalmente, expõe esse contraste que parece ser tão comum a todos nós, entre a desconfiança inicial dos detentos, ao serem apresentados à proposta, e o relato de como foram suas experiências após os 10 dias de retiro.

Abaixo, o documentário na íntegra:

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